domingo, 22 de março de 2015

Das verdades que criamos

Os nossos pensamentos têm como base as verdades que tomamos como nossas ao longo da vida. Portanto tudo o que contraria o que acreditamos ser o correto é interpretado pela mente como errado e passa a ser expressado por meio de diferentes emoções: raiva, tristeza, ódio, depressão, indiferença, rancor, ... Da mesma maneira, aquilo que condiz com o que a nossa mente caracteriza como certo nos leva a sentir alegria, prazer, contentamento, orgulho, ...

Contudo nenhuma dessas situações duram para sempre: nem o estado de tristeza e nem o de alegria. E quantas vezes algo que um dia nos aborreceu, hoje se tornou motivo de satisfação? O que antes achávamos feio, agora  nos apetece? E isso nos leva a pensar que as nossas verdades não têm nada de absolutas, podem ser alteradas ao longo da vida. Portanto, não podemos tomá-las como bases para o nosso estado pleno de paz e felicidade interior que tanto almejamos. É preciso, então, buscar uma verdade absoluta. Algo que seja maior que todas as coisas.

E o começo dessa busca pelo Absoluto está em tomar essa consciência de que a mente nos engana com suas verdades relativas. É começar pelo respeito ao próximo que sendo igual a mim e a você também age segundo a sua própria verdade.  Começamos então o amor pelo próximo, através do respeito.
E caminhando pelo mesmo raciocínio, o que dizer dos nossos inimigos? Quem os são? Será que não poderíamos dizer que eles são aqueles que contrariam as nossas verdades? E se assim o definimos, não deveríamos sê-los gratos por nos lembrar em todos os embates que a nossa verdade é relativa e que devemos buscar o que é Absoluto? Deveríamos , portanto, amar os nossos inimigos.

E onde encontramos o Absoluto?
O Absoluto está no sagrado que nos habita. No Amor que nos anima. No invisível que nos permeia.

sábado, 21 de fevereiro de 2015

Sê Inteiro



Inteireza.
A vida nos pede presença de espírito. 
Esteja presente em seus momentos.
Vivencie sem ansiedade cada instante. Desate as resistências e sinta o fluir da vida.
Tudo passa, então por que a pressa? 
Cada momento tem sua beleza e seu porquê. 
Cada instante é um convite para escutarmos a melodia silenciosa da sacralidade da nossa existência. 
Por mais leveza e mansidão. 
Por mais presença e alegria. 
Inteireza.




sexta-feira, 16 de janeiro de 2015

A maternidade tem um quê de divino ou como a maternidade me ensina a ser uma pessoa melhor



A maternidade realmente é um divisor de águas na vida da mulher. A gente nasce mãe e, através dela, fazemos um mergulho no fundo de nós mesmas. Até compreendermos que essa passagem da vida é um presente sagrado para o nosso crescimento individual e também coletivo (pois aqueles que convivem conosco também são convidados a embarcar nessa viagem de redescoberta pessoal), podemos passar por momentos dolorosos.

A Laura Gutman, autora que me tornei fã, sabe traduzir bem essa iniciação (se é que posso chamar a maternidade dessa forma) como sendo o encontro com a nosso própria sombra. E é verdade, eu nunca me vi tão nua diante de mim mesma como agora. A maternidade não nos pede licença e sai nos atropelando, nos despindo do papel social que construímos durante toda a nossa vida. Sai o indivíduo e entra a simbiose mãe-filho. Simbiose essa que não dá espaço para que a mulher-indivíduo exerça seu papel, através de suas vontades e desejos que ocupavam, até então, a sua vida. Não há tempo para nada, a não ser para a completa e total doação e entrega ao filho.

Eu, que sempre fui tão independente, que sempre prezei a minha liberdade, o meu espaço, as minhas leituras, o meu tempo para o café, os filmes, o meu sono, sair para caminhar, curtir as manhãs, curtir o marido, a vida,... tudo no meu tempo... o meu, para mim... o ego, me dei conta do quanto ainda apegada estava a mim e ao que eu construí como papel social. Porque, do contrário, não haveria sofrimento algum.

Ser mãe, nos convida a nos desconstruir, a ponderar o que realmente importa. A nos olhar com total verdade, despida de papéis sociais, de vontades e desejos, e enxergar o que realmente somos: seres espirituais, eternos - não importa se estamos, no momento, como mães, ou como alta executiva, ou se o cabelo está com a raiz feita, ou se depois de uma noite insone com o filho se olha no espelho e é só olheiras... Não importa!! A verdade é que somos instrumentos sagrados  e estamos a serviço do amor.

Decidi abraçar a maternidade com serenidade, entregar-me de corpo e alma a esta simbiose e vivenciar esse amor inefável que é ser mãe. E, então, dei-me conta, mais uma vez, de que os momentos são passagens, de que o tempo é ilusão e aquilo que nomeamos como somos, através dos papeis que construímos por meio dos nossos desejos, são meras alegorias. Tudo é passageiro... é preciso deixar fluir, mergulhar no presente e banhar-se da paz que este mergulho nos proporciona a cada novo instante. 

Meu filho, obrigada por me escolher ser sua mãe e me permitir vivenciar tão profundas verdades. Eu sou eternamente grata a você. Te amo!

quarta-feira, 17 de dezembro de 2014

Consciência Crísitica... É Natal



A data natalina está próxima e, com ela, o chamado para nos lembrarmos da mensagem que o Cristo Jesus nos trouxe há mais de dois mil anos, a do Amor. 

Tanto tempo já se passou e ainda nos encontramos tão primários nos ensinamentos do Cristo. Chega a ser paradoxal, pois buscamos em nossos os dias, a realização tendo a felicidade como nosso maior prêmio, porém a procuramos indo na direção errada, nas distrações cotidianas, esquecendo que somente através do verdadeiro Amor é que alcançaremos a plena felicidade interior.

Amar a Deus sobre todas as coisas é confiar-Lhe a nossa vida, é viver em gratidão por tudo o que nos chega, inclusive situações que consideramos, sob os olhos humanos, como não desejados, é saber que as experiências são oportunidades de mostrar a nós mesmos que sabemos Amar. Amar ao próximo como a nós mesmos é compreender que cada um de nós traz uma bagagem emocional e visões diferentes sobre a vida conforme a vontade de Deus e, por isso, devemos respeitá-lo. Cada um de nós cumpre um papel importante para a engrenagem da vida. Por trás de todos os papéis ilusórios, que vivenciamos transitoriamente, está a existência em sua pureza e essência, na qual vibramos em pura luz.

Para que a nossa luz rompa as crisálidas que a envolve e faça florescer o divino que habita em nós, precisamos permitir que a nossa consciência Crística inunde a nossa mente, guie nossas intenções e reflita em nossas atitudes. A força para que este rompimento aconteça é o Amor. E para tanto, é necessário nos lembrar a todo instante quem realmente somos em essência: somos Uno com o Universo, com a energia Sagrada da Vida. 

Neste Natal, reunidos com os nossos ou a sós em nosso íntimo, que a Luz de nossos corações se renove, guiando nossos passos na direção do Amor, fortalecendo a nossa consciência em Cristo.  

Um Natal de muita Alegria, Harmonia e Paz interior.
Namaste

domingo, 7 de dezembro de 2014

O Equilíbrio interior

Imagem daqui


“Pratique a arte de viver neste mundo sem perder sua paz interior.

Siga o caminho do equilíbrio para alcançar o maravilhoso jardim interior da Autorrealização.”
Paramahansa Yogananda

Realizar as coisas que precisamos fazer neste mundo sem perdermos de vista o nosso objetivo maior, a paz interior. O grande exercício que devemos praticar neste mundo é o de viver a vida e suas vicissitudes lapidando o nosso íntimo diante dos acontecimentos que preenchem a nossa jornada. O que importa em nosso caminho é a nossa atitude interior, a intenção que construímos em relação ao que acontece em nossa vida.
Quando vivemos com fé no sagrado onisciente e onipresente que nos habita, não lastimamos os infortúnios e nem regozijamos cegamente diante dos prazeres que nos são dados, mas mantemo-nos em equilíbrio, numa paz salutar que nutre a nossa alma. Essa é a verdadeira reforma íntima e a que representa gratidão ao Amor que permeia toda a existência.
Para isso é preciso que sejamos vigilantes, desfazendo as resistências contra os acontecimentos que nos causam dor e tomando consciência de que os momentos de prazer não são os que nos trazem a felicidade verdadeira, pois são passageiros.
A plena felicidade está em nos mantermos em equilíbrio com o Todo, ao alimentarmos a serenidade que já nos habita diante das vicissitudes, exercendo assim o Amor sagrado que nos constitui em essência.

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