sexta-feira, 16 de janeiro de 2015

A maternidade tem um quê de divino ou como a maternidade me ensina a ser uma pessoa melhor



A maternidade realmente é um divisor de águas na vida da mulher. A gente nasce mãe e, através dela, fazemos um mergulho no fundo de nós mesmas. Até compreendermos que essa passagem da vida é um presente sagrado para o nosso crescimento individual e também coletivo (pois aqueles que convivem conosco também são convidados a embarcar nessa viagem de redescoberta pessoal), podemos passar por momentos dolorosos.

A Laura Gutman, autora que me tornei fã, sabe traduzir bem essa iniciação (se é que posso chamar a maternidade dessa forma) como sendo o encontro com a nosso própria sombra. E é verdade, eu nunca me vi tão nua diante de mim mesma como agora. A maternidade não nos pede licença e sai nos atropelando, nos despindo do papel social que construímos durante toda a nossa vida. Sai o indivíduo e entra a simbiose mãe-filho. Simbiose essa que não dá espaço para que a mulher-indivíduo exerça seu papel, através de suas vontades e desejos que ocupavam, até então, a sua vida. Não há tempo para nada, a não ser para a completa e total doação e entrega ao filho.

Eu, que sempre fui tão independente, que sempre prezei a minha liberdade, o meu espaço, as minhas leituras, o meu tempo para o café, os filmes, o meu sono, sair para caminhar, curtir as manhãs, curtir o marido, a vida,... tudo no meu tempo... o meu, para mim... o ego, me dei conta do quanto ainda apegada estava a mim e ao que eu construí como papel social. Porque, do contrário, não haveria sofrimento algum.

Ser mãe, nos convida a nos desconstruir, a ponderar o que realmente importa. A nos olhar com total verdade, despida de papéis sociais, de vontades e desejos, e enxergar o que realmente somos: seres espirituais, eternos - não importa se estamos, no momento, como mães, ou como alta executiva, ou se o cabelo está com a raiz feita, ou se depois de uma noite insone com o filho se olha no espelho e é só olheiras... Não importa!! A verdade é que somos instrumentos sagrados  e estamos a serviço do amor.

Decidi abraçar a maternidade com serenidade, entregar-me de corpo e alma a esta simbiose e vivenciar esse amor inefável que é ser mãe. E, então, dei-me conta, mais uma vez, de que os momentos são passagens, de que o tempo é ilusão e aquilo que nomeamos como somos, através dos papeis que construímos por meio dos nossos desejos, são meras alegorias. Tudo é passageiro... é preciso deixar fluir, mergulhar no presente e banhar-se da paz que este mergulho nos proporciona a cada novo instante. 

Meu filho, obrigada por me escolher ser sua mãe e me permitir vivenciar tão profundas verdades. Eu sou eternamente grata a você. Te amo!

quarta-feira, 17 de dezembro de 2014

Consciência Crísitica... É Natal



A data natalina está próxima e, com ela, o chamado para nos lembrarmos da mensagem que o Cristo Jesus nos trouxe há mais de dois mil anos, a do Amor. 

Tanto tempo já se passou e ainda nos encontramos tão primários nos ensinamentos do Cristo. Chega a ser paradoxal, pois buscamos em nossos os dias, a realização tendo a felicidade como nosso maior prêmio, porém a procuramos indo na direção errada, nas distrações cotidianas, esquecendo que somente através do verdadeiro Amor é que alcançaremos a plena felicidade interior.

Amar a Deus sobre todas as coisas é confiar-Lhe a nossa vida, é viver em gratidão por tudo o que nos chega, inclusive situações que consideramos, sob os olhos humanos, como não desejados, é saber que as experiências são oportunidades de mostrar a nós mesmos que sabemos Amar. Amar ao próximo como a nós mesmos é compreender que cada um de nós traz uma bagagem emocional e visões diferentes sobre a vida conforme a vontade de Deus e, por isso, devemos respeitá-lo. Cada um de nós cumpre um papel importante para a engrenagem da vida. Por trás de todos os papéis ilusórios, que vivenciamos transitoriamente, está a existência em sua pureza e essência, na qual vibramos em pura luz.

Para que a nossa luz rompa as crisálidas que a envolve e faça florescer o divino que habita em nós, precisamos permitir que a nossa consciência Crística inunde a nossa mente, guie nossas intenções e reflita em nossas atitudes. A força para que este rompimento aconteça é o Amor. E para tanto, é necessário nos lembrar a todo instante quem realmente somos em essência: somos Uno com o Universo, com a energia Sagrada da Vida. 

Neste Natal, reunidos com os nossos ou a sós em nosso íntimo, que a Luz de nossos corações se renove, guiando nossos passos na direção do Amor, fortalecendo a nossa consciência em Cristo.  

Um Natal de muita Alegria, Harmonia e Paz interior.
Namaste

domingo, 7 de dezembro de 2014

O Equilíbrio interior

Imagem daqui


“Pratique a arte de viver neste mundo sem perder sua paz interior.

Siga o caminho do equilíbrio para alcançar o maravilhoso jardim interior da Autorrealização.”
Paramahansa Yogananda

Realizar as coisas que precisamos fazer neste mundo sem perdermos de vista o nosso objetivo maior, a paz interior. O grande exercício que devemos praticar neste mundo é o de viver a vida e suas vicissitudes lapidando o nosso íntimo diante dos acontecimentos que preenchem a nossa jornada. O que importa em nosso caminho é a nossa atitude interior, a intenção que construímos em relação ao que acontece em nossa vida.
Quando vivemos com fé no sagrado onisciente e onipresente que nos habita, não lastimamos os infortúnios e nem regozijamos cegamente diante dos prazeres que nos são dados, mas mantemo-nos em equilíbrio, numa paz salutar que nutre a nossa alma. Essa é a verdadeira reforma íntima e a que representa gratidão ao Amor que permeia toda a existência.
Para isso é preciso que sejamos vigilantes, desfazendo as resistências contra os acontecimentos que nos causam dor e tomando consciência de que os momentos de prazer não são os que nos trazem a felicidade verdadeira, pois são passageiros.
A plena felicidade está em nos mantermos em equilíbrio com o Todo, ao alimentarmos a serenidade que já nos habita diante das vicissitudes, exercendo assim o Amor sagrado que nos constitui em essência.

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quinta-feira, 16 de outubro de 2014

O medo, a antítese do Amor



Há um tempo atrás, em meio as minhas leituras, uma das coisas que descobri  e que modificou o meu modo de olhar para dentro foi que o medo é o oposto do Amor. Eu nunca havia feito essa associação. Para mim, a antítese do amor era o ódio. 

Quando não vivenciamos o Amor em sua plenitude, íntima relação com o sagrado, tendemos a ser tomados pelo sentimento do medo. Isso porque para vivenciarmos esse Amor precisamos nos desfazer do controle e das resistências que criamos e exercitarmos a nossa fé, através da nossa entrega à energia que nos constitui e que nos une ao Todo. Quando cremos que tudo o que acontece só acontece porque é permitido e que todo o pão espiritual, do qual precisamos para viver, não nos faltará, somos invadidos pela paz e tranquilidade em saber que tudo está onde deveria estar.

Nós não controlamos os acontecimentos de nossa vida. O nosso livre-arbítrio está apenas nas escolhas sobre o nosso emocional diante de como a nossa mente reage a esses acontecimentos. As experiências pelas quais passamos são as provas que devemos passar. E, por isso, elas são o pão que precisamos para alimentarmos o nosso espírito. 

Portanto, desfazer as resistências, que criamos diante das experiências que temos que passar em nossa vida, é um ato de Amor ao sagrado que vive em nós. Quando nos banhamos desse Amor e caminhamos com fé, a vida flui; mas, por outro lado, se caímos na ilusão de que podemos controlar tudo e tão logo a realidade se mostra, nós paralisamos, imersos em inseguranças de que as coisas não sairão como desejamos ou planejamos. 

Tudo está onde deve estar. 
Desfaça as resistências e a paz lhe abraçará. 
Seja grato e a vida fluirá. 

Sou grato.  Sou grato. Sou grato. 

Sou Amor.

quinta-feira, 25 de setembro de 2014

Liberte sua mente



Acredito que a maioria dos nossos problemas provém dos nossos pensamentos. Somos nós que criamos a realidade que desejamos vivenciar a partir do momento que escolhemos os nossos gostos, prazeres e objetivos... Vamos formando, assim, a nossa personalidade e colecionando desejos a serem realizados. Dessa maneira, qualquer coisa que saia fora daquilo que construímos para a nossa vida e do que consideramos como certo, nos faz sofrer.

Minimizar os sofrimentos, portanto, está intimamente relacionado a libertar a mente. Mas libertar a mente de quê? Dos nossos condicionamentos. Todas as escolhas que fazemos em nossa vida limitam a nossa felicidade. Cada vez que dizemos eu gosto disso, eu quero isso, eu faço desse jeito, eu sou assim,..., vamos limitando o nosso espaço dizendo que fora dele não há satisfação. Nós fazemos isso desde sempre e, por isso, há condicionamentos tão enraizados em nosso ser que a sensação é que eles sempre estiveram ali. 

A nossa mente sempre criará condicionamentos e só a preservaremos livres quando mantivermos o exercício de não acreditarmos que tais pensamentos condicionantes são as únicas possibilidades para a nossa realidade. Eles não são verdades absolutas. A notícia boa é que, apesar desses condicionantes estarem tão intrinsecamente acomodados em nossa mente,  nós podemos nos libertar deles. 

1) Antes de tudo, é preciso se colocar como observador do seu sofrimento. Tente olhá-lo de fora. Eu costumo me imaginar de frente para o meu problema. Esse exercício, às vezes, é difícil de ser feito no início, principalmente quando nos vemos mergulhados no sofrimento. Mas seja insistente em tentar.

2) Sendo espectador do seu sofrimento, procure agora analisá-lo: Quais são os pensamentos que o alicerça? Procure detectar os condicionantes, aquilo que você lá atrás criou como verdade, como desejo para você e que limitou o seu espaço de satisfação.

3) Tomando consciência de que isso é apenas um condicionante que você criou, você pode dizer para si mesmo: "Apesar desse meu sofrimento, eu liberto-me dos meus pensamentos condicionantes e permito que a paz inunde meu ser neste momento" Repita quantas vezes achar necessário, até que sinta-se em paz consigo.                                                                         

Toda escolha que fazemos na vida é como uma semente que plantamos em nossa jornada e que um dia desabrochará. Algumas vezes a colheita é boa, noutras precisaremos replantar. É importante exercitarmos a aceitação dos riscos da nossa semeadura, pois nem sempre colheremos as flores. Mas sempre poderemos retornar para o nosso EU, fonte de infinitas possibilidades, libertarmo-nos de nossos pensamentos condicionantes, refazermos nossas escolhas e aguardar novas colheitas.

Namaste