quinta-feira, 21 de agosto de 2014

Contentamento

Crédito da Imagem: artichekt

Contentamento, santosha - conforme a filosofia yogue, é uma virtude muito exaltada entre os sábios que almejam o autoconhecimento; está relacionada à renúncia aos desejos do que não se possui. 

Nós, contudo, costumamos caminhar na via diametralmente oposta, sempre insatisfeitos, buscando preencher um vazio que nem sabemos exatamente o que é. Isso parece nortear nossa existência. Nossas atitudes são conduzidas conforme os desejos que criamos incessantemente na expectativa de que, ao satisfazê-los, conseguiremos, enfim, nos sentir completos. Entretanto, essa jornada parece não ter fim, quanto mais realizamos objetivos e vivenciamos o prazer da conquista, outros desejos são necessários para que possamos manter esse estado momentâneo de completude, que nos dá uma falsa sensação de felicidade. 

Porém, se pudermos parar, por um instante, e nos observarmos bem, de forma profunda, mergulhando no instante presente, nos surpreenderemos. Pois nos daremos conta de que nada nos falta. Somos cheios de nós mesmos. Se apenas, nos enchermos de "Eu Sou", sentiremo-nos unidos com o Tudo que nos cerca e nos constitui e perceberemos que o tal vazio é uma grande ilusão.


Apenas feche os seus olhos. 
Sinta sua respiração.
Conecte-se com o seu silêncio interior.
Deixe que os pensamentos fluam livremente sem que você dê vazão a eles... Eles passarão por você, mas você não irá com eles.
A cada vez que você respirar, você dirá mentalmente: "Eu Sou".
A cada vez que você repetir esse mantra, sinta-se cheio, completo, repleto de felicidade. 


A alegria, então, florescerá de dentro, como uma rosa que desabrocha sua beleza, pétala por pétala.
Isso é contentamento. Relaxar. Afrouxar. Desarmar. Entregar. 
Agradecendo pelo que possui, pelo que se é. 
Contentar-se... 
Ser.

Que possamos imprimir essa leveza em nossos dias!                    

Namastê _/\_