domingo, 7 de setembro de 2014

Prazer é Felicidade?

Imagem daqui

Quando nos perguntamos o que nos traz felicidade, geralmente, temos nossas mentes tomadas por diversas emoções e situações que só de serem imaginadas ou lembradas nos dão uma sensação de bem-estar. Contudo basta abrir os olhos e nos darmos conta de que essa não é a realidade que estamos vivenciando que a impressão de felicidade passa. 

Mas se esse sentimento passa, será que deveríamos chamar mesmo de felicidade? Pois felicidade é um estado de quem é feliz, de contentamento e deveria ser cultivado em nosso ser independente de situações ou conquistas. Está relacionado a uma paz de espírito, a uma alegria serena, tranquila. 

Pensando assim, ser feliz nada tem a ver com conquistas ou desejos satisfeitos ou ideais de vida, isso chamamos de prazer. Felicidade é um estado interior, parte de uma luz que acendemos de dentro para fora. E essa luz só pode ser acesa através do exercício do Amor. E aqui me refiro a um Amor altruísta, de um sentimento que precisamos aprender a sentir, o de estar unido ao Todo. 

Toda vez que tentamos controlar a nossa vida, que criamos ideiais a serem alcançados, ou seja, quando colocamos a nossa "felicidade" num estado de "condição de alguma coisa" (Só serei feliz se..., Só serei feliz quando...) estamos nos colocando a parte do Todo, estamos nos isolando da Unidade, estamos mergulhando no Ego, não estamos Amando. Em contrapartida, quando aceitamos a Vida como ela se apresenta, quando exercitamos a Entrega, o Contentamento, quando buscamos sentir a Unidade, estamos exercitando o Amor e, então, atingimos a Felicidade Incondicional.

Se num primeiro momento esse exercício parece difícil é porque estamos ainda muito condicionados a viver no egoísmo, na parte, na busca pelo prazer. A nossa sociedade, atualmente, reza muito essa cartilha, a do ter, do consumir,... Mas se pararmos por um instante e observarmos a nossa vida com total sinceridade, descobriremos que não precisamos de nada disso. O que realmente nos preenche e nos faz sentir realmente felizes é muito simples e muito pouco. Nós estamos acostumados a criar necessidades ilusórias, que podem até nos trazer momentos de prazer, mas que se vão em segundos, não nos fazem felizes. 

Enquanto não trabalharmos a nossa mente no sentido de descondicioná-la das necessidades ilusórias que criamos não conseguiremos sentir a felicidade real, aquela que nos traz paz, que nos preenche de serenidade. E isso é um exercício. O verdadeiro Amor é um exercício. 

Precisamos estar vigilantes. Já dizia o nosso Mestre: "Orai e Vigiai"